O significado da verbalização do meu nome você confere abaixo:
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Mais alguma coisa?
Ás vezes aquela sensação de não ser o suficiente volta a perturbar meu sono, a esfriar minha alma e confundir meus pensamentos... Vêm um estranho vazio que percorre meus sentimentos de que... simplesmente não é o tudo o que eu preciso. Talvez isso aconteça por eu constantemente sonhar tão alto e esperar tanto... sonhar com coisas que nem ao menos sei, esperar nem sei de quem... Mas aí aquela velha e piegas ideia de que a felicidade está nas coisas pequenas grandes, ou melhor, nas grandes pequenas coisas volta... E que ter um dia bom não é ganhar um oscar de melhor atriz ou o prêmio nobel por pesquisas bem - sucedidas acerca do câncer... Um dia bom pode ser as surpresas ótimas: encontrar alguém na rua, ganhar uma lambida do seu cachorro, escutar um eu te amo... Ou então olhar o céu por alguns segundos, tomar um banho de chuva, rir por bobagens... Assistir a um bom filme, abraçar sua mãe e comer uma incrível torta de limão... Sabe, essas coisas simpáticas de toda a sorte. Talvez seja isso: a tal da felicidade. Mas é que ás vezes, só ás vezes, vêm algo me atormentar pra me fazer convencer de que... meio que não é o bastante. Quer saber, é sempre um equívoco, é o suficiente pra mim.
sábado, 16 de outubro de 2010
Teoria que resume a humanidade
O big bang foi a origem do sistema solar e somente então a Terra se formou e somente então a vida pôde surgir e depois de passados toda a chuva e todo o fogo vieram peixes depois insetos... anfíbios... dinossauros... mamíferos... pássaros... primatas... hominídeos e finalmente seres humanos.
Eles nascem, acordam, crescem, caem, choram, bebem, riem, trabalham, estudam, alguns engolem a mediocridade outros apenas nadam nela. Eles adoecem, sofrem, brincam, correm, comem, dormem. Eles sentem? Não todos. Eles vêem coisas erradas, eles não fazem nada, eles procrastinam, toleram, votam, criticam, respiram.
Aviões se chocam contra edifícios. Corpos voam pelo ar. Trens de metrô e ônibus explodem. Radiação vaza das calçadas. O sol se transforma em um minúsculo pontinho preto. A raça humana morre, e as baratas dominam a Terra. É esse nosso fim? É essa nossa essência? O que tu fazes de tua vida? Eu amo... Então acho que tu fazes a coisa certa, não descobri outra fórmula para ser feliz neste mar medíocre.
Pessoas definíveis são previsíveis, e em minha concepção tudo o que é previsível é chato, sem graça. Uma pessoa que se declara isso ou aquilo e só é muito limitada, ela se prende de conhecer, pensar, ser coisas novas e esse é um, dos grandes erros do ser humano. Nossa natureza elucida um ser que não para, que quer mais e mais, viso que obviamente isso também tem malefícios. Uma pessoa é feita por mais do que simples características que podem serem citadas. Eu pelo menos, espero mais de mim
Ela ama a limonada de sua tia, prefere reflexão a narração, tem carinho especial por suas nerdices. Ela realmente crê que golfinhos são mais inteligentes que seres humanos, adora filmes Cult e Antigos mas jamais deixa de ver suas ficções científicas tão amadas. Masca chicle o tempo todo. Critica o sistema mas toma coca-cola, vê na sua família amor e mais nada, escuta rock clássico a indie. É uma contradição ambulante, nasceu na década errada – tem paixão por muitas antiguidades – nasceu no lugar errado – odeia frio – nasceu na cultura errada – detesta música gauchesca. Mas se tivesse nascido nas circunstâncias esperadas não seria feliz, ela adora ser diferente. Fala metade english half português. Ela tem aversão ao fanatismo e ama criticar ‘as coisas deste mundo’. As comédias românticas já perderam a graça para ela, mas ela continua criança e sonha com o príncipe. Adora brincar, andar de bicicleta e rir a toa, ela não perde seu tempo falando dos outros. Defende os ‘oprimidos’ e enoja-se dos populares. Ler é uma forma de fugir, escutar música é uma necessidade - se não ela enlouquece... Café também é, se não ela dorme. Ela tem sonhos, listas deles, ela gosta de perigo e adrenalina. Ela não gosta de definições, ela não se limita, ela erra, ela se sente única no mundo, mas nunca sozinha. Ela sou eu, ou melhor,parte de mim. E quer saber, essa sou agora intensamente, mas talvez amanhã eu seja diferente.
(...)
Depois da noite conturbada de ontem, eis que me encontro aqui... sozinha... pensando ao olhar a chuva. O cenário tipicamente melódico da maioria das garotas. Ao contrário do que estás pensando agora, não vou contar uma bonita história de amor com final previsivelmente feliz e muito menos lamentações amorosas. Vou falar sobre... a chuva, não sua faceta fúnebre, mas como para mim ela remete a parar e pensar. Na realidade não gosto muito dessa sequência de fatos, confesso que prefiro agir impulsivamente - me sinto mais verdadeira comigo mesma. Todavia, é inegável a importância da reflexão, não somente acerca do que tu queres ou vais fazer, nem apenas sobre suas atitudes passadas, erros e acertos, devemos pensar mais sobre nossos pensamentos sobre diferentes assuntos, nossas posições. Muito me pergunto sobre o que faz alguém ser alguém, quero dizer, tenho alguns pré conceitos musicais e tenho aversão a certos pensamentos retrógrados, e sempre pensei que isso eram apenas constatações efêmeras que se pode ter sobre alguém. Mas, uma pessoa é composta por pensamentos, preferências, sonhos, e um destes pode sim dizer muito sobre alguém, ou então dizer nada. Aí eu volto a questão do parar, e olho minha realidade e concluo que convivo com algumas pessoas que possuem discrepantes características de mim, mas que de alguma maneira me fazem sentir-me bem, e se alguém te faz sentir bem não se afaste dela por seus pré conceitos fulos. As pessoas são diferentes e por isso toda essa coisa é tão interessante.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
tédio e depressão
Não paro de pensar em fogueiras em fumaça subindo no badalar enlouquecido de sinos e nos rostos surpresos de uma multidão como se algo lhe houvesse sido arrancado. É como apagar as luzes uma a uma. Instantes. Não consigo me segurar em nada, é Como uma árvore que perde as folhas. Esqueço-me até do que estava pensando. O barulho de um pássaro voando pelo jardim. Depois nada. Nada. Uma nuvem passa. Novamente nada. A luz entra pela janela, cai em cima de mim, entra em mim.Instantes... solitários.
where is my mind?
Você já sentiu que você estava perdendo alguma coisa em relação a sua vida?
Acho que não me fiz entender.
Você já sentiu como se não soubesse exatamente tudo que aconteceu durante determinado período da sua própria vida?
É uma sensação elétrica.
Você está ligado em tudo e tudo parece incrivelmente distante.
Você anda mas não com suas pernas.
Fala e é a boca de outra pessoa.
Seu cérebro não te pertence. Nem sua mão, rosto, olhos..
Então você começa a perder os olhares.
Você cai no chão e se machuca a ponto dos seus olhos encherem de lágrimas, mas você não sente realmente.
Alguém te magoa e nada muda.
Você passa três dias sem comer..
Você está sempre esperando algo acontecer e como nada nunca acontece, você inventa acontecimentos.
Inventa e no começo isso funciona, então você continua a inventar.
E inventa tanto que depois de um tempo não sabe mais distinguir uma coisa da outra.
Então um dia você percebe que só consegue organizar suas memórias colhendo fragmentos do que te aconteceu da memória de outras pessoas.
Fragmentos torcidos e retorcidos, fragmentos mutilados, deformados, falhos..
Nada mais é concreto. Nenhuma certeza. Nada realmente importa.
Você não confia mais nem nas suas lágrimas.
Você não confia mais em você.
Você já sentiu como se não soubesse exatamente tudo que aconteceu durante determinado período da sua própria vida?
É uma sensação elétrica.
Você está ligado em tudo e tudo parece incrivelmente distante.
Você anda mas não com suas pernas.
Fala e é a boca de outra pessoa.
Seu cérebro não te pertence. Nem sua mão, rosto, olhos..
Então você começa a perder os olhares.
Você cai no chão e se machuca a ponto dos seus olhos encherem de lágrimas, mas você não sente realmente.
Alguém te magoa e nada muda.
Você passa três dias sem comer..
Você está sempre esperando algo acontecer e como nada nunca acontece, você inventa acontecimentos.
Inventa e no começo isso funciona, então você continua a inventar.
E inventa tanto que depois de um tempo não sabe mais distinguir uma coisa da outra.
Então um dia você percebe que só consegue organizar suas memórias colhendo fragmentos do que te aconteceu da memória de outras pessoas.
Fragmentos torcidos e retorcidos, fragmentos mutilados, deformados, falhos..
Nada mais é concreto. Nenhuma certeza. Nada realmente importa.
Você não confia mais nem nas suas lágrimas.
Você não confia mais em você.
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